20 de agosto de 2012
Lealdade
Sempre gostei de animais. Aquelas criaturas que são tidas como sendo inferiores aos humanos. E sempre tive animais de estimação. É uma expressão feia, não é? Animais de estimação... Mas é assim que nós humanos usualmente os tratamos e encaramos.
Já tive periquitos (detesto a ideia dos pássaros estarem presos em gaiolas), um papagaio (não o prendíamos na gaiola e um dia ele decidiu voar para mais longe), peixes e uma tartaruga (era tão grande a Didi que a cobiçaram e, a meio da noite, levaram-na do lago onde ela habitava), um coelhinho albino (o pobre coitado morreu e ainda hoje não consigo encarar a ideia de se comer coelho), gatos (imensos gatos, centenas de gatos) e finalmente, há cerca de meio ano, os meus pais cederam e realizaram o meu grande desejo de ter um cão. Eles foram mais longe e trouxeram-me duas cadelinhas. Elas iam ser abandonadas e eles decidiram ficar com elas.
Cheguei a casa depois de um curso em Coimbra e o meu pai diz-me para ir à cozinha ver o que lá estava. Cheguei lá e nada vi. O meu pai e irmãs vão lá e retiram uma mantinha e o que estava lá? Dois peluches! Dois peluches que saltavam e corriam e me lambiam a cara. As perguntas foram: “são reais?”, “são para nós?”. De facto eram. Eram reais e eram para nós.
Estas duas pequenas criaturas cresceram. Elas cresceram pouquinho, continuaram uns peluches pequeninos. Mas cresceram tanto em nós...
Se estamos em baixo elas percebem. Deitam-se à nossa beira e ficam lá solidárias com a nossa tristeza ou melancolia. Se estamos com dores elas percebem e ficam ao nosso lado. Elas percebem. Percebem por vezes muito melhor do que aqueles que são tidos como superiores e mais “humanos”.
Nós não as domesticamos. Elas domesticam-nos a nós. Daí essa expressão ser feia e injusta. Elas são capazes de nos tranquilizar e estão sempre à nossa espera para um mimo e por um segundo de atenção. São estas pequenas criaturas de 4 patas que nos amansam e sossegam.
O ser humano cumprimenta-se perguntando se “está tudo bem” à espera de receber um “está tudo óptimo”. Elas sentem e respondem sentindo e sendo tudo para nós. E é assim que percebemos que não é preciso palavras para que nos percebam. E é assim que se percebe como se lida com humanos. É assim que se percebe o que é ser humano. Ironia, não é?
Os humanos não sabem. Estão demasiado concentrados com as suas coisas e o seu umbigo e o seu mundo. Acabam por não saber lidar com eles mesmos nem com os outros. Andam chateados uns com os outros e desentendem-se e muitas das vezes não percebem porquê.
A Lara e a Kelly...
Esta semana somos nós que temos de nos deitar ao seu lado a toda a hora
Estão ambas doentes. A Lara por fora. A Kelly por dentro.
Desta vez somos nós que nos deitamos ao pé delas e ficamos tristes com e por elas. E elas ficam tristes uma com a outra. Elas são solidárias uma com a outra. Se a Kelly está mais dorida, então a Lara deita-se ao pé da irmã e fica lá. De início apenas a Larinha estava doente e a Kelly ficava ao lado dela. Não fazia o que habitualmente faz... simplesmente ficava lá.
Isto não é ser humano?
Meio ano e é o que basta para ficarmos de rastos com a possibilidade destes peluches tão frágeis nos deixarem. Isso é assustador. Meio ano e significam tanto...
Ninguém ou muita pouca gente irá prestar atenção a isto e provavelmente muitos não irão ler estas palavras. Mas para quem as ler e gostar destes animais de quatro patas: Esforcem-se para adoptar um cão que esteja abandonado. Reunam condições para o ter e tratem dele. Tratem bem dele! Apaixonem-se por ele e deixem que ele cresça nos vossos corações.
O facto da Kelly se ter deitado aqui ao meu lado toda dorida magoa e fico imensamente preocupada quando ela não consegue andar ou subir para o sofá. Ficamos com um aperto no peito e dá uma certa dose de desespero. É como se fosse uma pessoa que nos é querida e próxima... só que não é pessoa. Pessoa vem de persona, de máscara. A pessoa manipula, mente, oculta e nem sempre é verdadeira. Elas são sempre verdadeiras.
Magoa-me também saber que estes tesourinhos iriam vaguear pelas estradas até serem atropelados por um carro caso não o tivéssemos acolhido.
Posto isto...
Não é um favor que fazem aos cães apenas, é um favor que fazem a vocês mesmos. Adoptem. Não comprem... adoptem!
Deixo aqui estas palavras demasiado açucaradas para uns e provavelmente demasiado banais para outros. São contudo um testemunho do que é ser dono destes animais maravilhosos que nos surpreendem a cada dia que passa.
<3
22 de abril de 2012
Vamos saltar em pocinhas de água?
Há cerca de seis anos tive um daqueles momentos em que soube que algo ia mudar. Sentia mudança. Esses ventos de mudança sentem-se por serem reais. Sentimos esses ventos. É algo palpável e real. Fará sentido dizer que o vento é palpável? Já lá chegaremos...
Nessa altura também tinha um blog. Colocava lá fotografias minhas e alguns pensamentos. Dessas fotografias advinham sentimentos e a minha sensibilidade perante o que lá estava retratado.
Nessa altura de mudança deixei de publicar fotografias. Houve mudança de facto. A vida mudou de cenário, surgiram novas personagens e o próprio guião dava pouca margem de manobra para ter mais tempo para essas pequenas coisas de outrora. Nessa altura fiz um post final com um retrato meu e de uma "personagem" (ou persona) que então me acompanhou nessa mudança e coloquei uma música como fundo. Redigi um texto despedindo-me de pessoas reais e irreais agradecendo por tudo o que tinha sido partilhado.
Lembro-me que na altura tinha fiéis visitantes que por algum motivo apreciavam as minhas fotografias e iam frequentemente a esse local fisicamente inexistente para ver uma entidade real que aí projectava um pouco de si. Eu.
Recordo-me perfeitamente dos seus comentários de despedida. Tenho essa in(felicidade) de ter uma memória de elefante quanto às mais pequenas coisas. Aquele tipo de memória fotográfica... aquela memória capaz de focar a imagem e ver o detalhe. E lembro-me ainda dessas palavras. Lembro-me de referirem o quão a música tinha sido bem escolhida. Diziam que era Eu. A música era Eu, o meu Eu projectado naquelas fotografias. A verdade é que se escolhi aquela música... algo de mim teria. Teria de fazer sentido de alguma forma, certo? Para mim sempre fez sentido mas na verdade nunca compreendi. É muito difícil compreender o "gosto" e o motivo e razão pela qual nutrimos determinado afecto por determinada obra de arte.
Hoje fui ao cinema ver o “We bought a Zoo”. Quando soube da existência desse filme há uns meses fiquei em êxtase. Não pela temática (interessante e fofinha) nem pelos actores (interessantes e fofinhos também) mas pela banda sonora que o ia acompanhar. Sigur Rós. Vi o filme e foi uma experiência. Uma experiência diferente... Não é um grande filme com um enorme argumento e com talento a esbordar por todo o lado. Não é exuberante nem rebuscado. Tal como a música deles, o filme é simples, etéreo e repleto de inocência e pureza.
A Hoppipolla foi a música que coloquei nesse post de despedida. A Hoppipolla dos sigur rós.
Hoje cheguei a casa com as minhas irmãs, enquanto o céu explodia com fogo de artifício. Fomos verificar as cadelinhas e o seu possível nervosismo com esse mesmo fogo e o seu ruído. A terra tremeu um pouco. Houve imenso ruído. Os sentidos trabalharam... E bom, lembrei-me. Lembrei-me que ao longo dos tempos tinha criado um outro blog (este) e por ironia do destino lembrei-me que o tinha denominado de:
http://brosandihoppipolla.blogspot.pt.
A hoppipolla é o meu despertador. Literalmente já o foi de facto e acordava todos os dias ao som dessa música. Nunca me apercebi contudo como ela era realmente importante e muito menos a razão para tal. Sabem como é a sensação de ter um despertador que não tem como função despertar-nos do nosso sono? Sabem como é a sensação de termos um despertador que nos acorda da/para a nossa própria vida?
Esses despertadores podem ser diversas coisas... desde os nossos irmãos, a nossa família, os nossos amigos, as nossas aventuras, os nossos animais ou até uma simples música. Esse filme foi uma experiência para mim por isso mesmo. Está lá tudo e de forma muito simples, discreta e inocente. Tal como na música em questão.
Quando me falaram que Eu estava naquela música eu não percebi. Pensei que era algo dito de modo leviano (e provavelmente até foi) mas é engraçado como hoje percebi que vivo uma música e que essa música me desperta. Hoje percebi que realmente me podem ver nessa música. Um pouco de mim está nesses 4 minutos de som e silêncio.
Quanto ao vento... O vento é palpável sim. Basta pegar num papagaio de papel e lança-lo ao ar. Libertá-lo. Um papagaio de papel vermelho num céu azul com um vento gentil e meigo a transportá-lo...
Era esta a mensagem que vos queria deixar. Para quem não conhece a música em questão... ouçam. Pensem nela e nas suas palavras e até podem pensar em mim que não me importo. Se estão a ler isto é porque existo nas vossas vidas e de alguma forma sou real.
O facto da língua ser imperceptível não importa. Engane-se quem pensa que precisamos da língua para perceber a (ir)realidade. É apenas um acessório. E para quem estiver interessado... vejam o filme. Pode ser que percebam o mesmo que eu ou algo diferente... mas de qualquer forma pode ser que me vejam um pouco por lá. É sempre uma boa forma de ficar em contacto com toda a gente independentemente de estar mais ou menos presente nesta (ir)realidade.
A ideia é essa. E a mensagem passa por aí.
Quando sorrimos o mundo é uma enorme mancha. Quando nos molhamos completamente e caímos dentro de uma poça de água... quando sangramos... Resta-nos erguer novamente.
E depois de tudo isto... sim, é tudo tão claro e vejo tudo com brilhantes raios de sol. Imaginemos uma fotografia com árvores e muita luz a abraçá-las. Ou imaginemos uma face a sorrir e uma mancha branca muito ténue a atravessá-la em direcção ao céu...
Porque vieram novos tempos de mudança e eu molhei-me... Caí na poça de água e sangrei. Sangrei um pouco. Mas levantei-me. Decidi saltar nas pocinhas e brincar e sorrir e ser feliz. E creio que mais do que nunca tenho essa mancha ténue em frente da minha face com todo um caminho brilhante estendido até ao céu. E o vento leva-me e é gentil comigo e o meu sol... o meu sol agora pertence-me.
En ég stend alltaf upp
(I'll always stand up again)*
Um sorriso :)
25 de fevereiro de 2011
1984 - George Orwell
“Big brother is watching you”
Havia que viver – e vivia-se, graças a um hábito que se fazia instinto – no pressuposto de que cada som emitido estaria a ser escutado e, salvo na escuridão, cada movimento, vigiado.
George Orwell, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro
Havia que viver – e vivia-se, graças a um hábito que se fazia instinto – no pressuposto de que cada som emitido estaria a ser escutado e, salvo na escuridão, cada movimento, vigiado.
George Orwell, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro
16 de fevereiro de 2011
2010
Ano de ganhos e perdas, como qualquer outro ano. O meu primeiro ano de trabalho remunerado enquanto bolseira de investigação no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. O ano em que concorri a uma bolsa de doutoramento financiada pela FCT. Um ano de incertezas...
O ano em que fui estudar para a Faculdade de Direito da Universidade do Porto especializar-me em Criminologia. O ano da minha primeira multa!
Música, concertos, festivais, viagens, livros… O campeonato mundial de futebol em África do Sul. O teatro “essência do chã” feito pela minha mana e a sua turma… O Violent Mardi Gras e o Vimaranes Metallvm IV em Guimarães, os Dark Memory e os Ice in Flames no Idade Média, os concertos no Momentus, o marcante concerto de NightMyHeaven… As perdas.
A primeira ida à queima das fitas no Porto, os Xutos e o Capa Negra. O rever dos Deolinda no grande concerto que foi no Centro Cultural Vila Flor. Metallica twix, World Magnetic Tour e Volbeat. Slash e Myles Kennedy no coliseu do Porto. O Vagos Open Air com Amorphis, Kamelot, Ghost Brigade, Carcass… O ambicionado retorno do HardClub ao mercado Ferreira Borges no Porto. O concerto dos Dark Tranquility e Insomnium. A primeira ida à casa da música e o concerto dos Apocalyptica e os Livingstone. O fantástico concerto de Anathema no HardClub. O concerto do Rui Veloso no Pavilhão Multiusos de Guimarães. O concerto de Moonspell da tour acústica no São Mamede – centro de artes e espectáculos em Guimarães… E claro os concertos de Alter Bridge em Itália.
As viagens de descoberta… quer de lazer, quer de trabalho… A ida ao Castelo de Santa Maria da Feira, ao visionário… Os passeios por Lisboa, pelo parque das nações, a ida ao pavilhão Atlântico e ao walking with dinossaurs, the live experience. Os passeios por Sintra, pelo parque e palácio da Pena, pela vila e pela quinta e palácio da Regaleira. A visita ao Museu Calouste Gulbenkian e Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa. A tão esperada viagem a Itália já falada neste blog. O passeio por Milão, por Florença, por Roma, pelo Vaticano, por Pisa… E o retorno a Itália e os concertos de Alter Bridge. A ida para Bolonha, Modena e Veneza… A inundação, a praça de São Marcos e o Rialto… Padova e Verona, a arena e a casa de Julieta… Os passeios pelo Porto, pela foz… Os passeios por Guimarães, o visitar do castelo, o Paço dos Duques, as voltas constantes pelo centro histórico e a constatação do quão maravilhosa é a minha cidade.
O ano em que fui estudar para a Faculdade de Direito da Universidade do Porto especializar-me em Criminologia. O ano da minha primeira multa!
Música, concertos, festivais, viagens, livros… O campeonato mundial de futebol em África do Sul. O teatro “essência do chã” feito pela minha mana e a sua turma… O Violent Mardi Gras e o Vimaranes Metallvm IV em Guimarães, os Dark Memory e os Ice in Flames no Idade Média, os concertos no Momentus, o marcante concerto de NightMyHeaven… As perdas.
A primeira ida à queima das fitas no Porto, os Xutos e o Capa Negra. O rever dos Deolinda no grande concerto que foi no Centro Cultural Vila Flor. Metallica twix, World Magnetic Tour e Volbeat. Slash e Myles Kennedy no coliseu do Porto. O Vagos Open Air com Amorphis, Kamelot, Ghost Brigade, Carcass… O ambicionado retorno do HardClub ao mercado Ferreira Borges no Porto. O concerto dos Dark Tranquility e Insomnium. A primeira ida à casa da música e o concerto dos Apocalyptica e os Livingstone. O fantástico concerto de Anathema no HardClub. O concerto do Rui Veloso no Pavilhão Multiusos de Guimarães. O concerto de Moonspell da tour acústica no São Mamede – centro de artes e espectáculos em Guimarães… E claro os concertos de Alter Bridge em Itália.
As viagens de descoberta… quer de lazer, quer de trabalho… A ida ao Castelo de Santa Maria da Feira, ao visionário… Os passeios por Lisboa, pelo parque das nações, a ida ao pavilhão Atlântico e ao walking with dinossaurs, the live experience. Os passeios por Sintra, pelo parque e palácio da Pena, pela vila e pela quinta e palácio da Regaleira. A visita ao Museu Calouste Gulbenkian e Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa. A tão esperada viagem a Itália já falada neste blog. O passeio por Milão, por Florença, por Roma, pelo Vaticano, por Pisa… E o retorno a Itália e os concertos de Alter Bridge. A ida para Bolonha, Modena e Veneza… A inundação, a praça de São Marcos e o Rialto… Padova e Verona, a arena e a casa de Julieta… Os passeios pelo Porto, pela foz… Os passeios por Guimarães, o visitar do castelo, o Paço dos Duques, as voltas constantes pelo centro histórico e a constatação do quão maravilhosa é a minha cidade.
26 de janeiro de 2011
23 de agosto de 2010
Bella Italia
Neste Verão consegui finalmente satisfazer o meu desejo de viajar ate Itália. Foi a primeira viagem, espero eu, de muitas outras. Apaixonei-me completamente. Visitei Milano, Firenze, Roma e Pisa. Faz hoje um mês que tal viagem começou. Saudades...
Depois de chegar ao aeroporto de Bergamo e seguir a estrada para Milão, consegui estrear a minha estadia em Itália vendo a mítica “última ceia” de Leonardo da Vinci. De seguida um passeio pelo centro, um primeiro gelato, as galerias vittorio emanuelle, uma visita ao belo Duomo (belo e super interessante quer por dentro quer por fora).

Depois da confortável viagem de comboio de Milão para Florença, tudo passou a ser indescritível. De facto é difícil descrever Florença. Tanto Florença como Roma vieram no coração. Cidades fantásticas.
Em Florença caminhei, respirei e saboreei. Visitei a Santa Maria Novella, a Santa Croce, a Galleria degli Uffizi (fantástica, fantástica!), a piazza della Signora, a Galleria dell’Accademia (grande “David”!), o Battistero e as suas fantásticas “portas do paraíso”, o belo Duomo, o museu Casa di Dante… e o bar Vivoli – gelateria, claro! Dos melhores gelados que comi em Itália!






A despedida de Florença foi triste, mas a viagem tinha de continuar. Próximo destino: a cidade eterna, Roma. Adorei! Mal eu sabia que ia adorar tanto como adorei. E a comida? Visitei o Vaticano e fiquei deslumbrada com os museus do Vaticano! A basílica de S. Pedro arrebata qualquer um e eu não fiquei indiferente.


Depois de um passeio pelo Vaticano e pelo castelo Sant’Angelo, foi altura de passear pelo centro de Roma: Pizza di Spagna e a sua bela scalinata, fontana di Trevi… Este passeio pelo centro de Roma foi continuado no seguinte dia, quando a caminhada me levou desde a igreja Santa Maria Maggiore até à igreja S. Pietro in Vincoli, onde se encontra o fantástico “Moisés” de Miguel Ângelo. Após percorrer a via dei Fori Imperiali foi altura de visitar o monumento a Vittorio Emanuele II. Os romanos podem não gostar dele, mas eu achei lindíssimo. Depois de uma breve visita ao campidoglio, visitei a linda chiesa del Gesu. Depois desta igreja, foi altura de ver a piazza della Minerva com um dos meus obeliscos preferidos: o que repousa numa das inúmeras esculturas de Bernini, um elefante. Seguidamente visitei o panteão, edifício antigo, impressionante e completamente diferente do que tinha visto até então. Depois de passar pelo palazzo Madama estive numa das praças que mais gostei em Roma: a piazza Navona. Belíssima! Depois de passar pelo Campo de Fiori e ter comprado umas belas cerejas (deliciosas!) pelo mercado, caminhei em direcção ao pallazzo montecitorio e palazzo Chigi, com o seu belo obelisco e a colonna na piazza Colonna. Pelo caminho visitei o bar giolitti! Melhores gelados de Roma! Voltei a visitar a Fontana di Trevi (desta vez de dia), segui para a piazza Barberini, descansei na bela Fontana del Tritone de Bernini e de seguida aproveitei para ver o por de sol ao pé do velho coliseu. Antes disso visitei ainda a pirâmide! Pois, Roma até uma pirâmide tem.
À noite retomei ao restaurante onde tinha jantado na primeira noite em Roma: tiempo di Minerva. Fantástico! Quando voltar a Roma tenho de lá voltar!









No terceiro dia visitei devidamente o impressionante coliseu, fóruns romanos, palatino, circo massimo e ainda espreitei a boca della verita. Foi um dia de Roma imperial, muito cansativo claro, mas muito interessante.







No último dia em Roma aproveitei para visitar o interior do castelo Sant’ Angelo (que vistas!). Visitei ainda a macabra Cripta dos Capuchinhos, seguida da igreja Santa Maria della Vittoria, ao pé da piazza della Repubblica com a sua fonte das ninfas, onde pude ver o “êxtase de Santa Teresa” de Bernini. Por fim despedi-me de Roma indo à piazza del Popolo e visitando a igreja Santa Maria del Popolo.




Em Roma tudo é inesquecível. É uma cidade diferente, como dizem, é a cidade eterna. Além disso tem romanos muito malucos, mas também muito simpáticos. Tem comida deliciosa (e gelados!) e muitas fontes (no verão sabe mesmo bem, até porque há imensos bebedouros com agua potável e com todo o calor que se fazia sentir foi algo super agradável)!
No entanto, a viagem estava a acabar e foi necessário prosseguir para Pisa. Chegando a Pisa foi visível que se aproximava uma tempestade. A última noite em Itália foi em Pisa e rapidamente pareceu Veneza. Durante uns 5 minutos as ruas ficaram inundadas devido a uma grande chuvada! Mas, no dia seguinte, o sol voltou todo vaidoso e foi possível passear pela piazza dei Miracoli, ver a torre de Pisa, o Battistero, Duomo e até o Campo Santo.

Depois de um almoço com pizza como despedida de Pisa e Itália, foi tempo de dar um passeio pela pequena cidade, comer um último gelado e ir para o aeroporto internacional Galileo Galilei. O próximo destino seria voltar a casa.
Bella bella bella Italia.
Depois de chegar ao aeroporto de Bergamo e seguir a estrada para Milão, consegui estrear a minha estadia em Itália vendo a mítica “última ceia” de Leonardo da Vinci. De seguida um passeio pelo centro, um primeiro gelato, as galerias vittorio emanuelle, uma visita ao belo Duomo (belo e super interessante quer por dentro quer por fora).
Depois da confortável viagem de comboio de Milão para Florença, tudo passou a ser indescritível. De facto é difícil descrever Florença. Tanto Florença como Roma vieram no coração. Cidades fantásticas.
Em Florença caminhei, respirei e saboreei. Visitei a Santa Maria Novella, a Santa Croce, a Galleria degli Uffizi (fantástica, fantástica!), a piazza della Signora, a Galleria dell’Accademia (grande “David”!), o Battistero e as suas fantásticas “portas do paraíso”, o belo Duomo, o museu Casa di Dante… e o bar Vivoli – gelateria, claro! Dos melhores gelados que comi em Itália!
A despedida de Florença foi triste, mas a viagem tinha de continuar. Próximo destino: a cidade eterna, Roma. Adorei! Mal eu sabia que ia adorar tanto como adorei. E a comida? Visitei o Vaticano e fiquei deslumbrada com os museus do Vaticano! A basílica de S. Pedro arrebata qualquer um e eu não fiquei indiferente.
Depois de um passeio pelo Vaticano e pelo castelo Sant’Angelo, foi altura de passear pelo centro de Roma: Pizza di Spagna e a sua bela scalinata, fontana di Trevi… Este passeio pelo centro de Roma foi continuado no seguinte dia, quando a caminhada me levou desde a igreja Santa Maria Maggiore até à igreja S. Pietro in Vincoli, onde se encontra o fantástico “Moisés” de Miguel Ângelo. Após percorrer a via dei Fori Imperiali foi altura de visitar o monumento a Vittorio Emanuele II. Os romanos podem não gostar dele, mas eu achei lindíssimo. Depois de uma breve visita ao campidoglio, visitei a linda chiesa del Gesu. Depois desta igreja, foi altura de ver a piazza della Minerva com um dos meus obeliscos preferidos: o que repousa numa das inúmeras esculturas de Bernini, um elefante. Seguidamente visitei o panteão, edifício antigo, impressionante e completamente diferente do que tinha visto até então. Depois de passar pelo palazzo Madama estive numa das praças que mais gostei em Roma: a piazza Navona. Belíssima! Depois de passar pelo Campo de Fiori e ter comprado umas belas cerejas (deliciosas!) pelo mercado, caminhei em direcção ao pallazzo montecitorio e palazzo Chigi, com o seu belo obelisco e a colonna na piazza Colonna. Pelo caminho visitei o bar giolitti! Melhores gelados de Roma! Voltei a visitar a Fontana di Trevi (desta vez de dia), segui para a piazza Barberini, descansei na bela Fontana del Tritone de Bernini e de seguida aproveitei para ver o por de sol ao pé do velho coliseu. Antes disso visitei ainda a pirâmide! Pois, Roma até uma pirâmide tem.
À noite retomei ao restaurante onde tinha jantado na primeira noite em Roma: tiempo di Minerva. Fantástico! Quando voltar a Roma tenho de lá voltar!
No terceiro dia visitei devidamente o impressionante coliseu, fóruns romanos, palatino, circo massimo e ainda espreitei a boca della verita. Foi um dia de Roma imperial, muito cansativo claro, mas muito interessante.
No último dia em Roma aproveitei para visitar o interior do castelo Sant’ Angelo (que vistas!). Visitei ainda a macabra Cripta dos Capuchinhos, seguida da igreja Santa Maria della Vittoria, ao pé da piazza della Repubblica com a sua fonte das ninfas, onde pude ver o “êxtase de Santa Teresa” de Bernini. Por fim despedi-me de Roma indo à piazza del Popolo e visitando a igreja Santa Maria del Popolo.
Em Roma tudo é inesquecível. É uma cidade diferente, como dizem, é a cidade eterna. Além disso tem romanos muito malucos, mas também muito simpáticos. Tem comida deliciosa (e gelados!) e muitas fontes (no verão sabe mesmo bem, até porque há imensos bebedouros com agua potável e com todo o calor que se fazia sentir foi algo super agradável)!
No entanto, a viagem estava a acabar e foi necessário prosseguir para Pisa. Chegando a Pisa foi visível que se aproximava uma tempestade. A última noite em Itália foi em Pisa e rapidamente pareceu Veneza. Durante uns 5 minutos as ruas ficaram inundadas devido a uma grande chuvada! Mas, no dia seguinte, o sol voltou todo vaidoso e foi possível passear pela piazza dei Miracoli, ver a torre de Pisa, o Battistero, Duomo e até o Campo Santo.
Depois de um almoço com pizza como despedida de Pisa e Itália, foi tempo de dar um passeio pela pequena cidade, comer um último gelado e ir para o aeroporto internacional Galileo Galilei. O próximo destino seria voltar a casa.
Bella bella bella Italia.
13 de julho de 2010
A estranha sensação dos sentidos
Ontem viajei até determinada terra. E foi lá que aconteceu algo que me marcou.
Depois de abandonar a carruagem e de ultrapassar as infinitas linhas paralelas, segui o meu trajecto. Deixei de ser passageiro e passei a ser peão. Tive de percorrer e subir ruas, recorrendo à voz para perguntar a outros peões “onde estou?”. É estranha a sensação de não sabermos onde estamos, apesar de termos um mapa à nossa frente que nos diz onde deveríamos estar.
Por fim, cheguei ao meu destino.
Destino provisório, pois logo teria de voltar para trás.
Quando viajamos não procuramos saber o trajecto de volta. Procuramos saber o trajecto de ida e é suposto que assim já saibamos como voltar.
Perdida como estava, ou tão certa de não o estar, nem me preocupei com isso. Poderia sempre recorrer ao tacto e calcorrear as ruas e os muros com as minhas mãos.
Voltei. Desci as ruas. Reconheci todas elas. Reconheci até o odor do sal enquanto me aproximava do mar.
Entretanto necessitei de energia e a energia dissipara-se. Não a encontrava em lado algum. Foi quase como se tivesse escurecido e a quente tarde desse lugar à noite. Mas não era uma noite fria, bem pelo contrário, era ainda mais quente. De facto, é estranha essa sensação de não ser o sol a nossa fonte de calor e luz. É estranho haver forças capazes de transmitir mais energia e mais calor do que uma grande estrela. Mas essa estrela está tão longe de nós… será assim tão estranho que o que esteja mais perto seja mais quente?
Quando ia a meio dessa minha viagem, nesse preciso momento em que não tinha e não encontrava energia, cruzei-me com ela. Quando ia a atravessar um caminho (e que confuso ele era) deparei-me com uma fonte de luz.
Mas naquele momento ela não estava no seu refúgio pois estava escuro. Ela precisava de calor.
E eu aproximei-me, dei-lhe o braço e ultrapassei esse confuso caminho com ela.
Essa luz chamava atenção por ser luz. Mas sendo luz, nada via. Eu juntei-me a ela com o propósito de a ajudar (pensava eu).
Ela era quente e foi amiga e companheira de viagem. Descemos as ruas e eu ouvi a sua história, a sua origem e o seu trajecto.
Ela estava tão mais perto do que o distante sol e tão mais brilhante, e no entanto não era ela que não me permitia ver. Olhando para o sol nada vejo, mas olhando para essa pequena luz… tudo via. Ela não. Ela nada via. E eu pensei que estava a guiá-la. Tocando no seu braço, eu orientava o seu trajecto. E ela comunicava comigo e eu ouvia. E eu via também. E ela não.
Cheguei ao ponto de partida. Despedi-me da luz e ela continuou o seu caminho. Vi-a a subir um caminho em direcção ao horizonte. Mas ela não me viu. No entanto, sentiu-me e perguntou o meu nome.
Eu respondi, pensando que o meu nome não teria qualquer importância. Afinal, o nome não permite apenas associar um ser a uma identidade? Como seria possível alguém não me ver e querer saber o meu nome? Ela não me viu!
Mas sentiu-me e viu quem era. Confiou em mim e deu-me a mão.
No final cheguei ao ponto de partida, à estação onde deixaria de ser peão e voltaria a ser passageiro. Contudo, não foi um ponto de partida mas um ponto de chegada.
A verdade é que foi nesta viagem que aprendi que o meu nome é muito mais importante para a luz me identificar mesmo não vendo a minha face, do que para qualquer outro que a veja. E aprendi ainda que não fui eu quem guiou a luz, foi ela que me guiou a mim. Mesmo sem vendo, ela deu-me o braço e levou-me de volta ao limite da terra, onde podemos ver o horizonte. E eu vi o horizonte e senti o odor do mar. Senti novamente o calor do sol e pude tocar na areia. Ouvi as gaivotas e uma locomotiva. E pelas suas asas da imaginação e pelas infinitas linhas paralelas voltei para o meu refúgio.
Foi mais uma viagem. Quando a viagem terminou pensei na obra que li recentemente de Herman Hesse, o Siddharta. Pensei na viagem que Siddharta fez e pensei na minha. E para também o poderem fazer, e para terminar aqui a minha história, deixo-vos a seguinte frase para lerem...
Podemos partilhar conhecimentos, mas não a sabedoria. (Herman Hesse, Siddharta)
E a seguinte música para ouvirem.
Suddenly... life has new meaning
Suddenly... felling is being
And you shine inside
And love stills my mind like the sunrise
Dreaming light of the sunrise
And you shine inside
And love stills my mind like the sunrise
Dreaming light of the sunrise
Dreaming light and...
I feel you but I don't really know you
I dreamed of you from the moment I saw you
And I've seen the sunrise in your eyes
The sky... the sea... the light
So live your dream beneath the northern horizon
Be at peace, set your heart in flight again
For the light is truth...
The light is you...
(Anathema, Dreaming Light)
Depois de abandonar a carruagem e de ultrapassar as infinitas linhas paralelas, segui o meu trajecto. Deixei de ser passageiro e passei a ser peão. Tive de percorrer e subir ruas, recorrendo à voz para perguntar a outros peões “onde estou?”. É estranha a sensação de não sabermos onde estamos, apesar de termos um mapa à nossa frente que nos diz onde deveríamos estar.
Por fim, cheguei ao meu destino.
Destino provisório, pois logo teria de voltar para trás.
Quando viajamos não procuramos saber o trajecto de volta. Procuramos saber o trajecto de ida e é suposto que assim já saibamos como voltar.
Perdida como estava, ou tão certa de não o estar, nem me preocupei com isso. Poderia sempre recorrer ao tacto e calcorrear as ruas e os muros com as minhas mãos.
Voltei. Desci as ruas. Reconheci todas elas. Reconheci até o odor do sal enquanto me aproximava do mar.
Entretanto necessitei de energia e a energia dissipara-se. Não a encontrava em lado algum. Foi quase como se tivesse escurecido e a quente tarde desse lugar à noite. Mas não era uma noite fria, bem pelo contrário, era ainda mais quente. De facto, é estranha essa sensação de não ser o sol a nossa fonte de calor e luz. É estranho haver forças capazes de transmitir mais energia e mais calor do que uma grande estrela. Mas essa estrela está tão longe de nós… será assim tão estranho que o que esteja mais perto seja mais quente?
Quando ia a meio dessa minha viagem, nesse preciso momento em que não tinha e não encontrava energia, cruzei-me com ela. Quando ia a atravessar um caminho (e que confuso ele era) deparei-me com uma fonte de luz.
Mas naquele momento ela não estava no seu refúgio pois estava escuro. Ela precisava de calor.
E eu aproximei-me, dei-lhe o braço e ultrapassei esse confuso caminho com ela.
Essa luz chamava atenção por ser luz. Mas sendo luz, nada via. Eu juntei-me a ela com o propósito de a ajudar (pensava eu).
Ela era quente e foi amiga e companheira de viagem. Descemos as ruas e eu ouvi a sua história, a sua origem e o seu trajecto.
Ela estava tão mais perto do que o distante sol e tão mais brilhante, e no entanto não era ela que não me permitia ver. Olhando para o sol nada vejo, mas olhando para essa pequena luz… tudo via. Ela não. Ela nada via. E eu pensei que estava a guiá-la. Tocando no seu braço, eu orientava o seu trajecto. E ela comunicava comigo e eu ouvia. E eu via também. E ela não.
Cheguei ao ponto de partida. Despedi-me da luz e ela continuou o seu caminho. Vi-a a subir um caminho em direcção ao horizonte. Mas ela não me viu. No entanto, sentiu-me e perguntou o meu nome.
Eu respondi, pensando que o meu nome não teria qualquer importância. Afinal, o nome não permite apenas associar um ser a uma identidade? Como seria possível alguém não me ver e querer saber o meu nome? Ela não me viu!
Mas sentiu-me e viu quem era. Confiou em mim e deu-me a mão.
No final cheguei ao ponto de partida, à estação onde deixaria de ser peão e voltaria a ser passageiro. Contudo, não foi um ponto de partida mas um ponto de chegada.
A verdade é que foi nesta viagem que aprendi que o meu nome é muito mais importante para a luz me identificar mesmo não vendo a minha face, do que para qualquer outro que a veja. E aprendi ainda que não fui eu quem guiou a luz, foi ela que me guiou a mim. Mesmo sem vendo, ela deu-me o braço e levou-me de volta ao limite da terra, onde podemos ver o horizonte. E eu vi o horizonte e senti o odor do mar. Senti novamente o calor do sol e pude tocar na areia. Ouvi as gaivotas e uma locomotiva. E pelas suas asas da imaginação e pelas infinitas linhas paralelas voltei para o meu refúgio.
Foi mais uma viagem. Quando a viagem terminou pensei na obra que li recentemente de Herman Hesse, o Siddharta. Pensei na viagem que Siddharta fez e pensei na minha. E para também o poderem fazer, e para terminar aqui a minha história, deixo-vos a seguinte frase para lerem...
Podemos partilhar conhecimentos, mas não a sabedoria. (Herman Hesse, Siddharta)
E a seguinte música para ouvirem.
Suddenly... life has new meaning
Suddenly... felling is being
And you shine inside
And love stills my mind like the sunrise
Dreaming light of the sunrise
And you shine inside
And love stills my mind like the sunrise
Dreaming light of the sunrise
Dreaming light and...
I feel you but I don't really know you
I dreamed of you from the moment I saw you
And I've seen the sunrise in your eyes
The sky... the sea... the light
So live your dream beneath the northern horizon
Be at peace, set your heart in flight again
For the light is truth...
The light is you...
(Anathema, Dreaming Light)
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viagem sentidos sensação hesse Siddharta
29 de junho de 2010
De Lisboa a Sintra, walking with Dinosaurs, Metallica e Slash
Recentemente fiz uma viagem a Lisboa e aproveitei para visitar alguns locais: desde a belíssima cidade de Sintra até à cidade lisboeta. Voltei a visitar o fantástico Palácio da Pena em Sintra e passeei pelos Jardins e Palácio da Regaleira. Muito, muito interessante! Tinha imensa vontade de visitar este local e fiquei maravilhada.


Tive ainda oportunidade de visitar o Museu Calouste Gulbenkian e o Museu Nacional de Arte Antiga.

Deambulei pelo parque das nações, pela praça do comércio (o chamado terreiro do Paço), pela Rua Augusta, Rossio, Marquês de Pombal e até um pouco pelo Parque Eduardo VII.
Tive ainda a oportunidade de assistir a um evento onde os dinossauros ganharam vida: “Walking with Dinosaurs” the live experience. Adorei ^^
Tive a dose anual de Metallica, mas desta vez a dobrar (o que foi duplamente bom) e foi ainda melhor pelo facto de ser um concerto indoor e não em festival. Memorável.

Marcantes também os concertos de Volbeat a anteceder Metallica, e claro, os Metallica.
Como não podia deixar de mencionar… não pela cidade lisboeta, mas aqui pelo Porto: extraordinário o concerto do Slash no passado dia 22. Acompanhado pelo Myles, dos Alter Bridge, deliciou completamente o meu apetite por mais um concerto. E que concerto…
Tive ainda oportunidade de visitar o Museu Calouste Gulbenkian e o Museu Nacional de Arte Antiga.
Deambulei pelo parque das nações, pela praça do comércio (o chamado terreiro do Paço), pela Rua Augusta, Rossio, Marquês de Pombal e até um pouco pelo Parque Eduardo VII.
Tive ainda a oportunidade de assistir a um evento onde os dinossauros ganharam vida: “Walking with Dinosaurs” the live experience. Adorei ^^
Tive a dose anual de Metallica, mas desta vez a dobrar (o que foi duplamente bom) e foi ainda melhor pelo facto de ser um concerto indoor e não em festival. Memorável.
Marcantes também os concertos de Volbeat a anteceder Metallica, e claro, os Metallica.
Como não podia deixar de mencionar… não pela cidade lisboeta, mas aqui pelo Porto: extraordinário o concerto do Slash no passado dia 22. Acompanhado pelo Myles, dos Alter Bridge, deliciou completamente o meu apetite por mais um concerto. E que concerto…
9 de maio de 2010
A servidão humana
Terminei a leitura d’A Servidão Humana de William Somerset Maugham. Adorei!
É uma obra fantástica que nos aproxima das personagens de tal modo que se torna um vício a sua leitura e é complicado pousar o livro.
Não é uma autobiografia mas, tal como diz o autor, é “um romance autobiográfico”. De facto, após ter lido um pouco sobre o autor encontrei algumas semelhanças com a personagem principal, Philip.
A obra centra-se em Philip e no trajecto que este faz ao longo da sua vida. Ele desde cedo fica órfão, sendo que após perder a mãe se muda da cidade de Londres para o campo, onde vai viver com os seus tios. O seu tio é um vigário e então desde cedo Philip é confrontado com um mundo onde predomina a religião, sendo que depois frequenta um colégio interno também ele associado à vida religiosa. Philip tem uma deformidade: pé boto. Isto é e sempre foi o ponto fraco dele. É a sua fraqueza e de imediato sente isso quando é confrontado com os diversos olhares e até palavras pelo colégio. Mas esta fraqueza impera ao longo da sua vida… O Philip vai deixar-se afectar por esta deformidade ao longo dos anos descritos na obra. Apenas no fim, quando ele chega ao final da procura de si mesmo, me parece ter chegado também ao final desta fraqueza.
Os mais afortunados na vida são os que têm tão pouca consciência de si mesmos como as abelhas numa colmeia, pois têm mais probabilidades de serem felizes: as suas actividades são partilhadas por todos e os seus prazeres são apenas isso, prazeres, porque desfrutados em comum P. 56
Philip sempre tivera um gosto pela leitura e esta fazia com que ele tivesse o desejo de conhecer o mundo. Essa imaginação e o facto de viver no litoral ao pé do mar fazia com que Philip desejasse “navegar por mares nunca antes navegados” e partisse em descoberta do desconhecido. É com este desejo de liberdade que ele deixa o colégio, deixa o mundo religioso e parte para a Alemanha.
Liberdade! Finalmente era dono de si mesmo. Por força de hábito, agradeceu inconscientemente a Deus por já não acreditar n’Ele. P. 136
Quando volta da Alemanha para junto dos seus tios, Philip vai para Londres e começa a trabalhar na área de contabilidade. Estava sozinho preso ao cálculo e à infelicidade. Decide então “libertar-se” novamente e vai para Paris. Decide ser pintor.
O que sou capaz de fazer é o único limite do que posso fazer. P. 242
Após uns anos Philip começa a reflectir se seria essa a melhor opção de vida e reconsidera voltar para Inglaterra. Quando a sua tia morre ele volta para casa definitivamente. É aqui que ele decide regressar a Londres, mas desta vez para ser médico.
Uma juventude feliz é pura ilusão, a ilusão daqueles que a perderam. P. 139
A vida não valeria a pena ser vivida se me preocupasse com o futuro e ao mesmo tempo com o presente. Quando as coisas estão na pior fase acontece sempre alguma coisa. P. 365
Agia como se fosse uma máquina movida por duas forças, o ambiente que o rodeava e a sua personalidade; a sua razão era um espectador que observava os factos sem poder interferir. P. 446
Entre a medicina, o amor, a paixão e a tristeza surgem muitos episódios e muitas situações que levam Philip a percorrer um caminho muito conturbado.
Um caminho onde ele é servo. Um caminho onde ele procura ser feliz e não consegue. Apenas no fim ele alcança o que procurava.
Achei notável este trajecto e achei fantástica a narração por parte do autor. Uma bela obra que aconselho a lerem. Ajuda, acima de tudo, a reflectir sobre a "servidão humana" e de como é sermos servos da selva humana. Ajuda, acima de tudo, a reflectirmos na simplicidade com a qual podemos encarar a vida e as nossas decisões, recorrendo sobretudo a nós mesmos e não às nossas expectativas.
22 de março de 2010
Alice’s Adventures in Wonderland – Lewis Carroll
Who in the world am I? Ah, that’s the great puzzle! p. 24
Aproveitando a febre que surgiu com o novo filme de Tim Burton deste mundo sem sentido da Alice, decidi invadir este mundo de maravilha e perder-me um pouco nessa falta de sentido.
É uma falta de sentido que por vezes faz mais sentido do que o que tem sentido faz. E são afirmações semelhantes a esta que acabei de escrever que vão trocando as nossas ideias. Mas que têm lógica e que nos fazem sorrir pelos joguinhos que provocam nas nossas cabecinhas - mesmo que não nos consideremos crianças. É, portanto, um conto para crianças e não só! É um conto para adultos e para qualquer pessoa que esteja disposta a ler algo inocente e divertido.
É um mundo fantástico, é um mundo de diferentes coisas, novas histórias e diversas explicações. É um mundo irreal, sim. Mas é um mundo semalhante ao nosso. É um mundo de nonsense e o nosso também o é. É um mundo onde as formas alteram, desvanecem, diminuem e aumentam… Mas também nós mudamos e estamos constantemente sujeitos a mudanças.
Deixo aqui umas palavras de Lewis Carroll escritas em 1976:
An Easter Greeting to Every Child Who Loves "Alice".
Dear child,
Please to fancy, if you can, that you are reading a real letter, from a real friend whom you have seen, and whose voice you can seem to yourself to hear wishing you, as I do now with all my heart, a happy Easter.
Do you know that delicious dreamy feeling when one first wakes on a summer morning, with the twitter of birds in the air, and the fresh breeze coming in at the open window--when, lying lazily with eyes half shut, one sees as in a dream green boughs waving, or waters rippling in a golden light? It is a pleasure very near to sadness, bringing tears to one's eyes like a beautiful picture or poem. And is not that a Mother's gentle hand that undraws your curtains, and a Mother's sweet voice that summons you to rise? To rise and forget, in the bright sunlight, the ugly dreams that frightened you so when all was dark--to rise and enjoy another happy day, first kneeling to thank that unseen Friend, who sends you the beautiful sun?
(…)
This Easter sun will rise on you, dear child, feeling your "life in every limb," and eager to rush out into the fresh morning air--and many an Easter-day will come and go, before it finds you feeble and gray-headed, creeping wearily out to bask once more in the sunlight--but it is good, even now, to think sometimes of that great morning when the "Sun of Righteousness shall arise with healing in his wings."
Surely your gladness need not be the less for the thought that you will one day see a brighter dawn than this--when lovelier sights will meet your eyes than any waving trees or rippling waters--when angel-hands shall undraw your curtains, and sweeter tones than ever loving Mother breathed shall wake you to a new and glorious day--and when all the sadness, and the sin, that darkened life on this little earth, shall be forgotten like the dreams of a night that is past!
Your affectionate friend,
Lewis Carroll
Easter, 1876.
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